Olá, pessoal!
Para o tema deste mês escolhi dividir com vocês um dos assuntos que mais tenho tratado nos atendimentos individuais da escola: a ambição.
Tem me causado bastante curiosidade que nossos alunos, alguns ainda no ensino fundamental, estejam me questionando sobre o tema.
Normalmente os principais assuntos giram em torno de como ter sucesso no futuro, mas poucos alunos falavam diretamente sobre ambição e mais, o porque muitas vezes se sentem culpados por desejarem conquistas materiais além daquelas que seus pais os proporcionam.
Surge então uma reflexão importante - essa culpa da qual se referem em relação a dinheiro, nasce com a gente?
Não, definitivamente não! Ela é construída passo a passo, tijolo por tijolo, por uma sociedade que tem apresentado aos seus jovens a ideia constante de que se a pessoa tem dinheiro é porque fez alguma coisa errada ou ganhou de bandeja, absorvidos por discursos familiares, das redes sociais, das revistas e novelas da televisão, palavras dos próprios alunos.
E acrescento um caso da vida real. Recentemente ao assistir a um programa, me deparei com o discurso de uma pessoa influente colocando a ambição na categoria de coisas ruins, ao lado da falta de empatia e do egoísmo. Naquele momento me questionei o mal que aquela pessoa fazia a uma plateia repleta de jovens.
Ambição nunca foi e nunca será uma palavra de qualificação negativa, ao contrário, é o que nos tira da cama todos os dias para mudar realidades, crescer, conquistar e poder, para muitos, ainda dividir.
Conquistas financeiras motivadas pela ambição, no mundo em que vivemos, é liberdade, especialmente de escolha, seja ela ficar ou não ficar, de dizer não quando precisar, de se arriscar e voltar atrás, se assim desejar.
Ambição em um caminho honesto jamais será sinônimo de culpa ou de alguém que é menos humano ou honesto que o outro.
Nossos jovens precisam pensar sobre isso urgentemente. E as famílias também.
Fica a reflexão. Até a próxima!
Kelly Caneppa
CRP RJ 64.102
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