A maior parte dos estudantes, no Brasil, estão submetidos a um sistema de avaliação organizado ciclicamente da seguinte forma:
- Um período, em geral de um mês, com aulas, e sem provas;
- Uma semana de provas, com 2 ou 3 provas no mesmo dia;
Entendemos que este não é o cenário adequado de avaliação educacional, pelo seguinte motivo: raríssimos são os alunos que, durante um mês de aulas, e sem provas, preocupar-se-ão em estudar para as avaliações que acontecerão 30 dias à frente. Assim, como a maioria, estes estudarão dias antes da data prevista – se não no dia anterior à avaliação, já na semana de provas.
Assim, os alunos estão sujeitos a estudar, um dia antes, para duas ou três provas, cada uma com um conteúdo de um mês inteiro, e a dúvida que permanece é: será que este tipo de estudo é produtivo? Quantos de nós resumiriam, em um dia, um mês de conteúdo de duas disciplinas?
Curiosamente, a maior parte desses alunos obtém notas altíssimas, quase como um “milagre”, mas, sabemos:
Laranja madura, na beira da estrada, está bichada, ou tem marimbondo no pé!
Estas notas altas são, em geral, consequências de avaliações assustadoramente fáceis, muito aquém da capacidade intelectual de cada um desses jovens, mas, infelizmente, é o modelo avaliativo que gera menos trabalho para as instituições educacionais.
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